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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mascaras...

Caçando estrelas cadentes
Navegando entre mundos
Enfrentando o gelido céu
Fugindo da fortaleza de um homem só

Viajando pelo desconhecido
Procurando pela luz de um porto seguro
Arriscando nas correntezas de sentimentos
Desejando atracar em sua ilha

Sempre corremos riscos
Podemos machucar e ser machucados
Todos temos medos e defeitos
Nossa natureza nos faz proximos

Amendrontado em cativar
Nem mesmo o tempo tem as respostas
Gostar não é sinonimo de amar
Apenas o desejo de superar

O tic tac do ponteiro lembram batidas de carros
Somos nossos proprios Anjos e Demonios
Se formos até o final podemos vencer
Tão perto porem tao longe

A musica é nossa parceira ideal
Regando a parte mais pura do coração
Já não precisamos mais usar mascaras
Não escondemos o que há por dentro.

(Samy Silva 18/10/11)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sentimentos

Vivendo no jardim dos pecadores
Colhendo os frutos das duvidas
Os ventos sopram esperanças
Espalhando os sentimentos de liberdade

Escutando a inocente melodia
Que fazem as crianças dançarem
Na batida alucinada de um coração confuso
Mesmo cantando mil palavras nenhuma poderá alcança-la

Perdido na sinceridade dos olhos
Encantado com o carinho de um belo sorriso
Lutando contra tantas razões
Tentando conquistar seu mundo

Como um farol sem barco para guiar
Iluminando o cemitério dos sonhos
Olhando para o céu em busca de esperança
Confundindo aviões com estrelas cadentes

A luz que nos ilumina
Cria a sombra que nos distancia
O medo gera um grande abismo
Uma incógnita nos aproxima

(Samy Silva 29/08/11)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ampulheta...

Um passo a frente, um passo para trás
Nada parece estar errado até que tudo se vai
Se sentindo um grande inconveniente
Os seus sentimentos lhe traem.

Caminhando sozinho na direção onde os sonhos morrem
onde os mais belos arco-íris já não brilham mais
Já não sabendo o que procurar
Talvez amor, talvez ódio ou apenas compreensão

Apenas mais um miserável que não pode fazer nada
Escondendo a dor com um sorriso
Será que ainda é capaz de voar com as asas de seus desejos?
Perseguindo a brisa suave que leva as suas vontades

Será que temos a habilidade de apagar e reescrever nossas historias?
Apenas mais uma desculpa por não conseguir esquecer
Será que o sol vai voltar a nascer?
Agonia de não poder fazer nada, muito menos compreender

Os oceanos já estão cheios porque todos só sabem chorar
Egoístas fazem fila procurando o que deixaram para trás
A inocência se torna poeira na ampulheta do tempo
A vida já é o que não se parece mais.

(Samy Silva 03/08/2011)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Murmúrios

Vamos sair, vamos ficar altos, qual é o seu destino?
Por onde você esteve? Onde você se escondeu?
Jogue fora esse caixão em forma de coração.

Embrulhado e esquecido em seu olhar geminiano
Uma bipolaridade ambígua que chega a sufocar
Afogado nesse perfume das cinzas de seu carinho sem preço.

Você sabe que não está certa, você sabe que tem toda a razão
Já não vou mais importuna-la, vou aprender a me comportar
Já cansei de me desculpar.

Algumas vezes é como se precisasse levantar um exercito de mim, apenas para atender as suas reclamações.
Me desdobrando tanto a ponto de quebrar, já me cansei, já não tenho tempo  para as suas loucuras, nem as de ninguém.

Crucificado na incerteza de ver essa sensação acabando
Não sei se você é uma amiga, desconheço se ainda resta amor
Já não faço ideia se está amanhecendo ou anoitecendo

Nesse teatro de bonecas as cordas foram cortadas
E o bobo da corte sai de cena.

Samy Silva (13/07/2011)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Escondido....

Seguindo os ventos gelados de um frio congelante que chega a queimar
A mesma ventania que envergam os pinheiros que os raios de sol nunca batem
perdido, iludido e sozinho me acolhido em sua base durante a noite

Já não tenho lugar para me esconder
Com medo de ter algo a temer
Um coração pavoroso cheio de dor
Se enganando com a propria mascara

Sendo apenas um nada, um ninguem,
Vivendo a vida sem um futuro.
Planejando o amanhã sem saber do hoje,
Nao acreditando em ninguem e sem poder olhar para tras.

No florecer dessas nuvens de duvidas,
Venho colhendo a primavera de caminhos,
Procurando por um oasis onde nao possam nos julgar.

(Samy Silva 04/07/2011)